14/05/2018

Aterrada

No sentido aeronáutico do termo, desde anteontem, mais precisamente.

Roma vê-se a pé. É totalmente plana, fazem-se quilómetros sem que as pernas dêem por isso. A aplicação da senhora dos passos deu 62 quilómetros em seis dias, o que dá uma média de não vou dizer, porque se faz de cabeça. Tranquilo. Só ao quarto ou quinto dia é que se começa a refazer as voltas, pela necessidade de abrandar o ritmo.
Anda-se por passeios que não existem, a não ser nas avenidas, com os carros a fazerem-nos tangentes e a apitarem-nos nas passadeiras, que são uma verdadeira anedota se não tiverem semáforo: a ideia é atirarmo-nos para a frente, e eles que parem (porque param). O trânsito é um caos absoluta e polidamente organizado: todos conduzem "colados" ao da frente, ninguém dá prioridade a ninguém — nem mesmo à polícia, que eu vi com estes que o forno há-de cremar —, a entrada nas rotundas é igualzinha àqueles carrosséis das feiras, todos apitam a todos, mas acho que é mais numa de "vou passar". E passam. Fazem loucas tangentes e nenhuma secante. Não acredito que haja batidas nem atropelamentos em Roma. É impossível, no meio de tanto caos.

Não voltei cheia de estereótipos, "os italianos são assim", "os italianos são assado", talvez porque Roma é tão turística, que não é fácil encontrar um italiano vero. Posso dizer o que acho da massa populacional que povoa as ruas — muitos franceses, espanhóis e brasileiros —, dos bangladeches das flores e dos brinquedos luminosos e ruidosos, dos indianos do pequeno comércio, da chinesa da loja de recuerdos, dos romenos à porta dos monumentos (de cara e mãos tapados, nem que fizessem 30 graus), mas dos italianos nem tanto.

Tirei milhares de fotografias, mas poupo-vos às mais privadas.
Deixo aqui apenas algumas em alternativa — por serem alternativas, lá está —, que, se é para verem monumentos, basta clicarem no google imagens, ou comprarem postais.

Isto foi à partida, um sinal dos céus de que ia tudo correr (voar) bem
[Cada um interpreta os sinais como lhe aprouve]
Isto foi à chegada, idem


Por falar em lojas diferentes:




Krida Frida, anche qui?
Isto achei giro, à porta de uma casa-de-banho
(Fotografei para vos mostrar, chiu)
Isto são as figuras em que se põem (alguns) turistas quando chove


Agora, um breve momento idiossincrático:





Nunca fui à Suíça, mas até parece
Ao quarto dia, os pés gritam misericórdia em qualquer língua
Vou fazer desta placa um mantra muito meu (e do meu blog)
É verdade, a parola que me habita fotografa a chegada a Lisboa e bate palmas ao piloto,
aliviada de, em breve, o ver pelas costas

Pronto, agora que já dei o ar da minha graça e vos preguei uma seca das boas, vou alinhavar um texto acerca do que foi a minha ida à Basílica de São Pedro.
Até depois.



10 comentários:

  1. Seca nenhuma. Adorei!

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    1. (Eu sei, Be. Vinda de ti :))
      (Até eu já tenho inveja de mim. Mas da má)

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  3. Também cheia de inveja...

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    1. Como disse à Be, também eu. Mas da má, que a minha raça não dá para melhor :)

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  4. "aterrada"- eu vou apertada de saudades. depois te direi se vi igual.
    nunca mais é sexta. :))

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    1. É já amanhã! :)
      Boa viagem, desaperta a maior parte dessas saudades :)

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  5. Depois de ter visto os tennis da Frida já não vi mais nada a frente!!!

    Beijinhos
    https://titicadeia.blogspot.pt/

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    1. E havia muitos mais, mas eu só publiquei aqueles :)

      Beijinhos

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